Uma tentativa desesperada de melhorar o mundo.
Um cientista especialista em errar o próprio rumo.
Um cara que chega, olha e sai.
Que pára, analisa, reprisa e vai.
Pedestre cansado de andar a pé.
Motorista exaustado de guiar até
até que ao chegar e morrer de cansaço
percebe que a vida não deu nem um passo.
Respiro fundo...
Nas asas do sono conquisto a Terra...
E tal qual um míssil que nunca me erra,
o despertador me arremessa de volta
pra vida, rotina, contínua e torta.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Esse não sou eu
Nunca consegui escrever meu nome direito.
Sempre me foi negada certa coerência,
certo padrão ao rubricar.
Mãos trêmulas
flashes
milhões de imagens de mim mesmo,
caneta à mão,
tentando assinar qualquer papel que fosse,
importante ou não.
Falta-me firmeza, segurança.
Pra falar a verdade, nem sei como é que se assina certo.
Certeza, tenho, de nunca sertir-me eu ao assinar.
Qualquer dia ainda sou preso por falsificar a minha própria assinatura.
Sempre me foi negada certa coerência,
certo padrão ao rubricar.
Mãos trêmulas
flashes
milhões de imagens de mim mesmo,
caneta à mão,
tentando assinar qualquer papel que fosse,
importante ou não.
Falta-me firmeza, segurança.
Pra falar a verdade, nem sei como é que se assina certo.
Certeza, tenho, de nunca sertir-me eu ao assinar.
Qualquer dia ainda sou preso por falsificar a minha própria assinatura.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Partituras
Tento escrever sobre música.
Começo, desisto.
Milhares de folhas de papel se entulham em meu quarto.
Milhares de folhas, entulhadas de pontos e linhas.
Pautas.
Transcrições em pentagramas, de sentimentos que antes não existiam.
Não antes do músico criá-los dentro de si e conduzí-los, fluindo, ao papel.
São milhares de músicas que talvez eu nunca venha a escutar.
Talvez morram no anonimato.
Mas é só ver escrito um nome
(Villa-lobos, Bach, Beethoven)
e logo tenho certeza:
são poetas que, como eu, frustram-se
pois sabem que nunca conseguirão
(nunca conseguiremos)
traduzir com palavras
toda a emoção
que contém
as partituras...
Começo, desisto.
Milhares de folhas de papel se entulham em meu quarto.
Milhares de folhas, entulhadas de pontos e linhas.
Pautas.
Transcrições em pentagramas, de sentimentos que antes não existiam.
Não antes do músico criá-los dentro de si e conduzí-los, fluindo, ao papel.
São milhares de músicas que talvez eu nunca venha a escutar.
Talvez morram no anonimato.
Mas é só ver escrito um nome
(Villa-lobos, Bach, Beethoven)
e logo tenho certeza:
são poetas que, como eu, frustram-se
pois sabem que nunca conseguirão
(nunca conseguiremos)
traduzir com palavras
toda a emoção
que contém
as partituras...
domingo, 30 de março de 2008
Sexta
Sou alto pra você achar que eu sou enorme.
Serei calmo pra você achar que tá tudo sobre controle.
Estarei atento pra você achar que é seguro.
E depois que você achar tudo isso,
e descobrir que sou só humano,
morreirei por ti, pra você saber que te amo.
Serei calmo pra você achar que tá tudo sobre controle.
Estarei atento pra você achar que é seguro.
E depois que você achar tudo isso,
e descobrir que sou só humano,
morreirei por ti, pra você saber que te amo.
domingo, 16 de março de 2008
Forth coming
Tão frágil, tão frágil
que qualquer chute me derruba
que qualquer dor me consome
que qualquer filme me emociona
que qualquer beijo me apaixona.
que qualquer chute me derruba
que qualquer dor me consome
que qualquer filme me emociona
que qualquer beijo me apaixona.
sábado, 8 de março de 2008
Impressões Metropolitanas
Ei, silêncio!
Escute as sinfônicas buzinas
que tocam num tom apocalípticamente Wagneriano.
Abre bem os teus olhos para o colorido das fumaças,
a desenvoltura de seu vôo,
a beleza que vem das fornalhas.
Entardecer na cidade pastel,
um prelúdio para as psicodélicas cores piscantes
dos outdors,
out of my door
grudadas na minha retina
como uma ordem,
irresistível e incontível,
e de indubtável razão e eloqüência.
Te encontro no bar
Te procuro nas vitrines,
atrás do balcão.
Te bebo.
Te peço:
Fecha meus olhos!
para a livre cidade proibida...
Escute as sinfônicas buzinas
que tocam num tom apocalípticamente Wagneriano.
Abre bem os teus olhos para o colorido das fumaças,
a desenvoltura de seu vôo,
a beleza que vem das fornalhas.
Entardecer na cidade pastel,
um prelúdio para as psicodélicas cores piscantes
dos outdors,
out of my door
grudadas na minha retina
como uma ordem,
irresistível e incontível,
e de indubtável razão e eloqüência.
Te encontro no bar
Te procuro nas vitrines,
atrás do balcão.
Te bebo.
Te peço:
Fecha meus olhos!
para a livre cidade proibida...
Hey guy,
it seems like you need some beer by now
the thunder sounds like explosions
not to far from apocalipse (,) now
not asking u to forget
it can't be done by now
not asking you to feel the regret
there ain't nothing to regret of now
just telling you: have a beer
even though you won't feel much better then you do now...
it seems like you need some beer by now
the thunder sounds like explosions
not to far from apocalipse (,) now
not asking u to forget
it can't be done by now
not asking you to feel the regret
there ain't nothing to regret of now
just telling you: have a beer
even though you won't feel much better then you do now...
sexta-feira, 7 de março de 2008
Eterna espera
Tá demorando muito.
As entranhas já não agüentam.
A voz, cansada, se cala.
Cansados, os tímpanos arrebentam.
Já passou da hora,
já era pra ter vindo.
Eu não posso, não aguento, vou-me embora
Arrebentam esses pulsos tão sofridos
Cadê aquele amor que já era pra ter vindo?
Será pura mesquinharia?
Será um papai-noel malvado?
Será que não me comportei como devia?
Eu fiz tudo certo! Atitude vã...
Esperei sentado, calado, fudido!
Resisti, não peguei a maçã...
E agora padeço no paraíso!
"Aparece canalha! Mostra tua cara!
Não adianta, não tem ninguém ali.
Uma falha tentativa.
De tanto sofrimento, de tanto desespero, rezo.
Peço agora por companhia.
Espero da luz qualquer espírito.
Espremo das sombras qualquer capeta.
Grito pela rua por qualquer bandido.
Mas por favor, sem demora, apareça.
As entranhas já não agüentam.
A voz, cansada, se cala.
Cansados, os tímpanos arrebentam.
Já passou da hora,
já era pra ter vindo.
Eu não posso, não aguento, vou-me embora
Arrebentam esses pulsos tão sofridos
Cadê aquele amor que já era pra ter vindo?
Será pura mesquinharia?
Será um papai-noel malvado?
Será que não me comportei como devia?
Eu fiz tudo certo! Atitude vã...
Esperei sentado, calado, fudido!
Resisti, não peguei a maçã...
E agora padeço no paraíso!
"Aparece canalha! Mostra tua cara!
Não adianta, não tem ninguém ali.
Uma falha tentativa.
De tanto sofrimento, de tanto desespero, rezo.
Peço agora por companhia.
Espero da luz qualquer espírito.
Espremo das sombras qualquer capeta.
Grito pela rua por qualquer bandido.
Mas por favor, sem demora, apareça.
Sem explicação
Eu sei muito bem quem eu sou.
Só não sei explicar.
Seria muita desconsideração comigo mesmo,
depois de tudo que já vivi,
e mesmo assim,
depois de tão pouco viver,
dizer que estou perdido,indeciso,
ou mesmo tentando saber quem sou.
Sei muito bem dos meus sonhos.
Só não posso lhes contar.
Depois de tanto caminhar
e mesmo assim,
depois de tão pouco avançar,
seria desperdício de palavras
tentar descrever aquilo,
que mesmo longíquo,
eu vejo claramente em meu sonhar.
Sei muito bem que ainda falta muito chão.
Que caminho? Sei lá.
Pra frente sempre, isso eu posso lhe dizer,
sem nunca me esquecer do que ficou pra trás.
De cabeça erguida prometo,
a mim mesmo,
sempre seguir.
Sei muito bem que esse caminho agente segue sozinho.
Só, temos de estar.
Porque ninguém entenderia,
mesmo que quiséssemos explicar,
o formato das montanhas,
as cores das flores,
dos lagos,
dos amores,
que descrevemos
e vemos
nitidamente
mesmo que além-mar
no fim do caminho.
Só não sei explicar.
Seria muita desconsideração comigo mesmo,
depois de tudo que já vivi,
e mesmo assim,
depois de tão pouco viver,
dizer que estou perdido,indeciso,
ou mesmo tentando saber quem sou.
Sei muito bem dos meus sonhos.
Só não posso lhes contar.
Depois de tanto caminhar
e mesmo assim,
depois de tão pouco avançar,
seria desperdício de palavras
tentar descrever aquilo,
que mesmo longíquo,
eu vejo claramente em meu sonhar.
Sei muito bem que ainda falta muito chão.
Que caminho? Sei lá.
Pra frente sempre, isso eu posso lhe dizer,
sem nunca me esquecer do que ficou pra trás.
De cabeça erguida prometo,
a mim mesmo,
sempre seguir.
Sei muito bem que esse caminho agente segue sozinho.
Só, temos de estar.
Porque ninguém entenderia,
mesmo que quiséssemos explicar,
o formato das montanhas,
as cores das flores,
dos lagos,
dos amores,
que descrevemos
e vemos
nitidamente
mesmo que além-mar
no fim do caminho.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Redenção e salvação (rima pobre, vida rica)
Um dia, sem pensar, vou escancarar o portão,
vou sair correndo atrás de um caminhão,
os que me olharem, de se espantar haverão,
pois finalmente caminharei sem olhar para o chão.
Serei o louco que sempre em mim viveu,
que de repente vê realizar-se o sonho seu,
que foge da prisão onde quase padeceu,
onde seu são carcereiro uma chance lhe deu.
Conversarei com as baratas e os ratos.
Baterei continência para os carros.
Vestir-me-ei somente em trapos.
Ignorarei os tão presentes e tristes fatos
do mundo do qual farei parte,
até que o sonho de liberdade
se mostre, mesmo que tarde,
falso, e que, então, me mate.
vou sair correndo atrás de um caminhão,
os que me olharem, de se espantar haverão,
pois finalmente caminharei sem olhar para o chão.
Serei o louco que sempre em mim viveu,
que de repente vê realizar-se o sonho seu,
que foge da prisão onde quase padeceu,
onde seu são carcereiro uma chance lhe deu.
Conversarei com as baratas e os ratos.
Baterei continência para os carros.
Vestir-me-ei somente em trapos.
Ignorarei os tão presentes e tristes fatos
do mundo do qual farei parte,
até que o sonho de liberdade
se mostre, mesmo que tarde,
falso, e que, então, me mate.
Assinar:
Postagens (Atom)
