Um dia, sem pensar, vou escancarar o portão,
vou sair correndo atrás de um caminhão,
os que me olharem, de se espantar haverão,
pois finalmente caminharei sem olhar para o chão.
Serei o louco que sempre em mim viveu,
que de repente vê realizar-se o sonho seu,
que foge da prisão onde quase padeceu,
onde seu são carcereiro uma chance lhe deu.
Conversarei com as baratas e os ratos.
Baterei continência para os carros.
Vestir-me-ei somente em trapos.
Ignorarei os tão presentes e tristes fatos
do mundo do qual farei parte,
até que o sonho de liberdade
se mostre, mesmo que tarde,
falso, e que, então, me mate.
vou sair correndo atrás de um caminhão,
os que me olharem, de se espantar haverão,
pois finalmente caminharei sem olhar para o chão.
Serei o louco que sempre em mim viveu,
que de repente vê realizar-se o sonho seu,
que foge da prisão onde quase padeceu,
onde seu são carcereiro uma chance lhe deu.
Conversarei com as baratas e os ratos.
Baterei continência para os carros.
Vestir-me-ei somente em trapos.
Ignorarei os tão presentes e tristes fatos
do mundo do qual farei parte,
até que o sonho de liberdade
se mostre, mesmo que tarde,
falso, e que, então, me mate.
